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Sicoob patrocina pelo segundo ano consecutivo o Campeonato Mineiro 2018

Pelo segundo ano consecutivo, o Sicoob será o patrocinador master do Campeonato Mineiro Sicoob 2018. A parceria foi firmada nesta quinta-feira (16), com a presença do presidente da Federação Mineira de Futebol (FMF), Castellar Modesto Guimarães Neto, e dos dirigentes do Sicoob em Minas Gerais: vice-presidente do Conselho de Administração do Sicoob Central Crediminas, Ivan Lemos Brandão e os diretores das duas centrais: Elson Rocha Justino (Sicoob Central Crediminas e Márcio Villefort (Sicoob Central Cecremge), além da imprensa mineira. No evento, realizado na sede do Sicoob Central Crediminas, a FMF assinou o contrato, assim como as duas centrais e anunciou a tabela da competição, que terá início em janeiro de 2018, clássico em março e alteração do formato da competição, acrescentando as quartas de final.

“O futebol é feito de muita garra, determinação e principalmente cooperação, que é a marca do nosso negócio. Associar o Sicoob ao Campeonato Mineiro faz todo sentido não só pela visibilidade da competição, mas também pelo nosso DNA cooperativo: do trabalho coletivo pelo bem comum. Estamos orgulhosos de participar dessa jornada com o esporte mineiro por mais um ano”, afirma Márcio Olívio Villefort Pereira, diretor do Sicoob Central Cecremge. Dentro da parceria, a marca Sicoob será divulgada, não só no nome do campeonato, mas também em placas e ações nos estádios.

Os resultados do ano passado, de acordo com Ivan Lemos Brandão, vice-presidente do Sicoob Central Crediminas, foram considerados na renovação da parceria. “O retorno de 2017 foi satisfatório. Somos o maior conglomerado de cooperativismo de crédito do país e muitas pessoas procuraram nossas agências distribuídas em todo o estado. Em 2018, estamos ampliando nossa atuação e essa parceria vem acrescentar ainda mais força ao nosso negócio”, finaliza.

Na foto, da esquerda para à direita: Márcio Villefort (Sicoob Central Cecremge), Castellar Modesto Guimarães Neto (Federação Mineira de Futebol) e Ivan Lemos Brandão (Sicoob Central Crediminas).

 

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Na oportunidade, o presidente da Federação Mineira de Futebol, Castellar Modesto Guimarães Neto, ressaltou a satisfação de novamente ter o Sicoob como patrocinador do Campeonato Mineiro e destacou a importância socioeconômica do cooperativismo de crédito no interior do estado. “A voz do futebol é forte e quando ele fala todos param para ouvir. Nossa renovação de parceria com o Sicoob nos deixa muito contentes e em todos os lugares que atuamos o Sicoob está presente. Neste ano, além da satisfação do nosso patrocínio, há uma novidade, a competição foi alterada e divulgamos a tabela com o calendário do Campeonato Mineiro Sicoob 2018”, ressaltou. (Clique aqui para conferir a tabela).

O Sicoob é o maior sistema financeiro cooperativo do país, composto por empresas de apoio, que em conjunto oferecem aos associados serviços de conta corrente, crédito, investimento, cartões, previdência, consórcio, seguros, cobrança bancária, adquirência de meios eletrônicos de pagamento, dentre outros. Ou seja, tem todos os produtos e serviços bancários, mas não é banco, é uma cooperativa de crédito.

 

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Vídeo Institucional do FGCoop mais segurança para as cooperativas

O Sicoob Central Crediminas possui 81 filiadas e mais de 500 postos de atendimento em todo o estado. Além do Fundo Garantidor de Depósitos do próprio Sistema, os associados e cooperativas contam com o Fundo Garantidor do Cooperativismo que é comum a todo o setor.

Conheça o FGCoop, o instrumento de fortalecimento do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) e da própria Cidadania Financeira.

Para assistir ao vídeo clique aqui.

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Instituições devem divulgar de forma efetiva a existência da ouvidoria

O art. 8º da Resolução CMN 4.433/2015 define que as instituições devem dar ampla divulgação sobre a existência da ouvidoria, suas atribuições e forma de acesso, bem como divulgar o número do telefone em local visível em suas dependências, pagina inicial nos sítios eletrônicos na internet, nos extratos, comprovantes, inclusive eletrônicos, contratos, materiais de propaganda e publicidade e demais documentos que se destinem aos clientes e usuários.

Isto posto, é solicitado que as filiadas preencham a planilha(disponível na Interativa), respondendo as questões de acordo com a situação da cooperativa. Destaca-se que a referida planilha deverá ser encaminhada para o e-mail ouvidoria@sicoobcredimininas.com.br, até o dia 11/07/2017, impreterivelmente.

Adicionalmente, leia o Guia – Divulgação do canal de ouvidoria (disponível na Interativa), com as orientações de preenchimento, assim como, informações sobre a forma adequada de divulgação do canal de ouvidoria nos sítios eletrônicos na internet.

A Central, por meio da GECIR está à disposição para sanar possíveis dúvidas.

 

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Cresce o número de cidades sem dependências bancárias

Em meio à crise, reestruturações e onda de assaltos, rede de agências encolhe e mais de 100 cidades deixaram de ter instalações bancárias nos últimos 2 anos (por Darlan Alvarenga, G1, 04/03/2017 07h20 Atualizado 04/03/2017 07h32).

A rede de agências bancárias está encolhendo no Brasil e deixando cidades do interior sem atendimento presencial. Com foco na expansão de canais digitais, os bancos vêm fechando agências em diversos municípios. Nos últimos 2 anos, mais de 100 cidades deixaram de ter qualquer dependência bancária, segundo dados do Banco Central.

Dos 5.588 mil municípios brasileiros, 352 não tinham canais de acesso direto aos bancos no final de 2016 – maior número desde 2010. O volume vem crescendo desde 2013. Em 2014, eram 241 cidades sem estruturas bancárias; em 2015, eram 300. Veja gráfico abaixo:

Cidades sem dependência Bancária 2016
Em geral, são cidades bem pequenas, com menos de 5 mil habitantes e pouca circulação de dinheiro. Nestes municípios, os únicos canais de acesso aos serviços financeiros são as lotéricas, os Correios, cooperativas de crédito ou estabelecimentos comerciais que atuam como correspondentes bancários. Porém, há limite para saques e pagamentos de boletos. Isolados, os moradores são obrigados a viajar quilômetros até cidades vizinhas para sacar salários e aposentadorias ou fazer depósitos.

Corte de custo e falta de segurança

Entre os principais motivos para o movimento de encolhimento da presença bancária no país está a reestruturação dos bancos, que entraram na onda de corte de custos e perderam o interesse em manter agências pouco rentáveis. Em vez de abrir uma agência em cada esquina, agora os bancos focam seu crescimento na expansão dos canais digitais.

Mas o fechamento de agências também foi motivado pela ocorrência de assaltos violentos que se propagou também pelo interior do país. Levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostra que foram ao menos 393 assaltos e tentativas de assaltos no Brasil em 2015 e 385 em 2014.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), se forem somados todos os tipos de ocorrências, incluindo também os arrombamentos, o número de ataques por ano passou de 3 mil.

Viagem para sacar dinheiro

Entre os estados com o maior número de cidades sem bancos ou que deixaram de ter dependência bancária nos últimos anos destacam-se Piauí, Paraíba e Rio Grande do Norte. De acordo com o Banco Central, 18 dos 27 estados da federação possuem cidades sem qualquer tipo de dependência bancária.

Uma delas é São Pedro do Paraná (PR), de 2.491 habitantes, que está sem banco desde outubro de 2016. Depois de uma onda de arrombamentos, a única agência que atendia o município nunca mais reabriu e o pagamento dos servidores públicos foi transferido para a cidade vizinha, localizada a 20 km de distância.

Já a pequena Jardim Olinda (PR), com uma população de 1.409 pessoas, está sem dependência bancária há cerca de um ano e os moradores precisam percorrer até 75 km para pagar contas e realizar saques. Antes havia um posto de atendimento, mas o local foi fechado por falta de segurança e baixo movimento. E conforme a prefeitura, nenhum banco se interessou em reabrir uma instalação no município.

Municípios sem banco

Problema para prefeituras

O presidente da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), Paulo Ziulkoski, explica que a falta de dependências bancárias complica também as finanças das prefeituras, que passam a ter maiores dificuldades no recebimento de verbas federais, na arrecadação de tributos e no pagamento dos servidores.

“Tem prefeito da Região Norte que precisa pegar barco para buscar dinheiro em outra cidade para fazer os pagamentos”, afirma. “Isso vem aumentando e deve aumentar mais porque estão racionalizando custos até com segurança”.

Em Castelo do Piauí, no norte do estado do Piauí, a única agência bancária da cidade está fechada desde dezembro, depois que criminosos explodiram, pela quarta vez, os caixas eletrônicos. Com o banco fechado e sem previsão de reabertura, a lotérica e a agência dos Correios recebem filas já durante a madrugada. Depois que recebem a senha, muitas pessoas esperam até 4 dias para sacar o benefício.

O G1 visitou a cidade e verificou que o fechamento do banco afetou o comércio local e a rotina dos moradores. Idosos precisam viajar quase 100km para sacar aposentadoria em outra cidade.

Presença física mais tímida

Segundo os dados do BC, o número total de agências bancárias no Brasil caiu de 22.826 em 2015 para 22.547 no final do ano passado – 279 unidades a menos. Trata-se do menor número desde 2012. Em 2014, eram 23.126. Veja quadro mais abaixo

Na rede de postos de atendimento bancário (PAB) e caixas eletrônicos, a queda foi ainda maior. O total de PABs – geralmente localizados dentro de empresa ou órgão público, com oferta de serviços específicos – e PAEs (postos de atendimento eletrônico) encolheu para 43,7 mil em 2016, ante 45,5 mil em 2015.

Segundo a Febraban, os “ajustes” no tamanho da rede estão relacionados a 3 principais fatores: conjuntura econômica, que culminou no fechamento de uma série de estabelecimentos; política de eficiência operacional com a revisão de sobreposições em pontos de atendimento; e a diversificação dos canais de atendimento e crescimento dos canais digitais.

Apesar de contabilizar o aumento das cidades sem dependências bancários, o Banco Central afirma que trabalha com a projeção de que todos os municípios do país têm atendimento bancário ou financeiro.

“Além dos bancos, as cooperativas de crédito, as Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento e as Sociedades de Crédito ao Microempreendedor e à Empresa de Pequeno Porte disponibilizam a seus usuários meios de acesso a serviços financeiros, promovendo a inclusão financeira da população”, diz o BC.

A lista com a relação de cidades que não tinham nenhum tipo de dependência bancária em 2016 assim como os serviços financeiros disponíveis em cada cidade só deve ser divulgada pelo BC no 2º semestre.

menos-agencias-no-brasilNº de correspondentes bancários também cai

Segundo o Banco Central, os correspondentes bancários – estabelecimentos como casas lotéricas, Correios, padarias e supermercados que oferecem alguns serviços em nome da instituição parceira – representam hoje o canal de acesso bancário com a maior cobertura nacional.

“A prestação de serviços financeiros por meio de correspondentes (…) é considerada pelo BC como uma solução para atingir populações de regiões onde as instituições financeiras consideram que não há escala para a abertura de dependências”, afirma o BC.

Os números do BC mostram, entretanto, que também diminuiu no país o número de correspondentes bancários. No final de 2016 eram 276,8 mil pontos, ante 293,8 mil em 2015.

Nos Correios, o número de agências com o Banco Postal (serviço de correspondente bancário em parceria com o Banco do Brasil), caiu de 6.158 em 2012 para 6.118. O presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), explica que o Banco Postal é a única opção de acesso bancário para cerca de 800 prefeituras, mas admite que tem sido cada vez mais difícil manter abertas agências deficitárias.

“Não gostaria de abrir mão da presença em praticamente 100% do território nacional. Mas, atividade postal está em franco declínio. Na época em que foi concebida a atual regra da universalização dos serviços postais, o monopólio dava aos Correios a condição de estar subsidiando as agências mais remotas através de uma atividade intensa nos grandes centros urbanos. Essa conta já não fecha mais”, afirma o executivo.

Ele explica, porém, que a maior parte da suspensão do atendimento bancário em agências dos Correios se deve a assaltos e arrombamentos. “Tem muita agência que é deficitária. Na hora que acontece um incidente desse tipo, é difícil justificar um gasto para manter o serviço que era usado anteriormente”, afirma Campos.

 

Em Castelo do Piauí, agência do BB está com serviços suspensos desde dezembro (Foto: Gilcilene Araújo/G1)

Fonte: g1.globo.com

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Cooperativas de crédito avançam

SÃO PAULO – Para reformar um imóvel e instalar seu novo empreendimento — um centro de cultura oriental, em São Paulo, dedicado ao ensino de arte marciais e idiomas, além de tratamento de acupuntura —, o empresario Rômulo Errico, de 35 anos, precisava de R$ 300 mil. Ao longo do ano passado, ele peregrinou por vários bancos e esbarrou em muita burocracia e obstáculos, por se tratar de uma empresa nova. Com as portas fechadas nos bancos, passou a procurar uma cooperativa de crédito. Pesquisou e conversou com amigos até encontrar uma instituição instalada na Avenida Paulista. Lá, apresentou seu plano de negócios e formalizou o pedido de empréstimo.

— O gerente fez questão de conhecer o prédio que eu queria reformar. Depois fez simulações para saber como eu poderia pagar as prestações, e até se o meu plano de negócios era viável. Foi um atendimento mais pessoal e humano mesmo. E consegui os recursos com uma taxa de juros de 2,6% ao mês, muito abaixo da praticada pelos bancos — diz Ericco, lembrando que o centro funciona desde outubro passado e já tem 100 alunos.

No ambiente atual de crédito escasso e com os bancos mais restritivos para fazer empréstimos, as cooperativas de crédito estão se tornando uma alternativa para empresas como as de Rocco, sem histórico de crédito, ou a pessoas físicas que buscam empréstimos, seja para tocar seus negócios ou desafogar o orçamento apertado.

Dados do Banco Central mostram que 8,7 milhões de brasileiros já são “cooperados” — clientes e ao mesmo tempo sócios dessas instituições. Contingente que dobrou nos últimos cinco anos, segundo o BC, que é responsável pela regulação e fiscalização das cooperativas.

O volume de recursos emprestados pelas cooperativas também cresceu quase três vezes em cinco anos: saltou de R$ 26 bilhões, em 2010, para R$ 73 bilhões no fim do ano passado. Com esse volume de empréstimos, juntas, as cooperativas de crédito do país já têm porte equivalente ao do sexto maior banco do país por saldo de carteira, segundo dados levantados pela consultoria Austin Ratings.

MAIS DE MIL INSTITUIÇÕES NO PAÍS

Neste ano, apenas, enquanto os bancos amargaram queda de 6,7% nas concessões de crédito no primeiro semestre, as cooperativas tiveram crescimento de 8,3% no mesmo período.

— Enquanto os bancos estão fechando a torneira do crédito, as cooperativas vão no sentido contrário. A proximidade com os cooperados traz mais confiança e facilita a análise de risco, já que ele torna-se sócio do negócio — explica Thiago Borba, coordenador de crédito da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Originalmente direcionadas ao crédito agrícola, hoje há no país cooperativas de médicos, empresários entre outras, uma vez que o Banco Central autorizou há alguns anos a livre admissão nessas instituições. Assim, qualquer trabalhador pode se tornar cooperado, mesmo que não pertença à categoria profissional representada. Para se tornar cooperado, é preciso um aporte de capital e o interessado tem de morar próximo da área de atuação da cooperativa.

— O brasileiro ainda desconhece as cooperativas, especialmente nos grandes centros urbanos onde o volume de depósitos ainda é muito pequeno — diz Borba, da OCB.

Atualmente, segundo a OCB, existem mais de mil cooperativas espalhadas pelo país, com cerca de 5,5 mil postos de atendimento. Muitas estão em municípios onde nem existe agência bancária. Como não têm fins lucrativos, as cooperativas podem emprestar a juros mais baixos do que os dos bancos.

O que explica a taxa de juros de 2,6% conseguida pelo empresário Rômulo Rocco. Nos bancos, a taxa média de empréstimos para pessoas jurídicas hoje está em 4,6%. A taxa de cadastro para iniciar relacionamento, por exemplo, custa em média R$ 5 nas cooperativas, enquanto nos bancos a média é de R$ 15.

— O dinheiro que emprestamos vem dos depósitos dos associados — diz Jaime Basso, presidente da Sicredi Vale do Piquiri, lembrando que os cooperados rateiam os ganhos obtidos na gestão financeira das operações, se o resultado for positivo. O ‘spread’ obtido nas operações serve para pagar os gastos operacionais da cooperativa, como estrutura, funcionários, tecnologia. O resultado líquido, após os custos, chamadas sobras, é que é distribuído aos cooperados.

Basso diz que o fato de os cooperados serem sócios do negócio torna a inadimplência baixa, sem revelar números. Nos bancos, a inadimplência vem crescendo desde o ano passado, com o aprofundamento da recessão e aumento do desemprego, e está atualmente em 3,5%.

O risco do cooperado é a empresa falir ou ter prejuízo, situação que exigirá a cobertura dos demais associados. Mas, nos últimos anos, não há registros de liquidações judiciais de cooperativas, de acordo com o BC.

O caso mais conhecido de quebra de uma dessas instituições foi o da Cooperativa Agrícola de Cotia (CAC) nos anos 90. Ela chegou a ser apontada como a maior “cooperativa do mundo”. Seu próprio gigantismo, apostas erradas em investimentos e a benevolência com sócios que não quitavam débitos levaram a CAC à falência, deixando um rastro de dívidas de mais de R$ 3 bilhões.

Para dar mais segurança aos cooperados, foi constituído o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito, que cobre até R$ 250 mil por recursos aplicados pelos cooperados em caso de quebra da instituição, assim como acontece com os bancos. De acordo com o Banco Central, as cooperativas também têm limites operacionais, com regras semelhantes as de Basiléia para os bancos. Além disso, informa o BC, para ser autorizada a operar, a cooperativa precisa da aprovação do plano de negócios, com viabilidade num horizonte de três anos, e “inexistência de restrições em relação aos administradores”.

— Elas são mais flexíveis para oferecer crédito, mas isso não significa que não exijam garantias do tomador. Além disso, muita gente não sabe que pode abrir conta, fazer seguros ou investimentos, como fundos ou poupança. Ou mesmo ter cartão de crédito nas próprias cooperativas, com taxas mais atraentes — diz Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor de pesquisas econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), lembrando que para pequenas empresas que têm muita dificuldade de obter recursos nos bancos, as cooperativas são uma opção interessante para obter empréstimos e até mesmo capital de giro.

PARTICIPAÇÃO NO SISTEMA FINANCEIRO É DE 3%

Rosimeire Marcondes, gerente financeira da Assurance IT, uma empresa de serviços de tecnologia, conta que foi buscar capital de giro numa cooperativa pelas condições mais vantajosas de juros. Como a empresa trabalha com muitos prestadores de serviços e precisa pagar os funcionários antes de receber dos clientes (que faturam o pagamento em até 90 dias) o caixa às vezes fica vulnerável. Desde 2014, já foram três empréstimos para capital de giro: de R$ 400 mil, R$ 1 milhão e R$ 1,8 milhão:

— Neste último, demos como garantia um imóvel. E a taxa de juros foi bem interessante, de 1,7% ao mês.

No mercado, segundo a Anefac, a taxa média de juros para capital de giro está em 2,6%.

Mesmo assim, Rosimeire ressalta que, até a liberação do dinheiro, o processo de análise de crédito foi bem criterioso e levou tempo.

Nos próximos anos, a expectativa é que as cooperativas ganhem mais participação no sistema financeiro. Hoje, elas representam apenas 3%. Até 2025, o desafio é atingir dois dígitos.

— Em países como a Alemanha, o total de ativos das cooperativas já representam 30% dos ativos do sistema financeiro. Na França, já chegam a 50% — diz Borba, da OCB.

Clique aqui e acesse a matéria no site O GLOBO.

Fonte: O GLOBO – 25.8.2016

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TED deixa de ter valor mínimo a partir de hoje

Não será mais exigido um limite mínimo de valor para transferência por TED (Transferência Eletrônica Disponível) a partir desta sexta-feira (15). Nos últimos anos o limite para TED sofreu diversas alterações. Até ontem (16), o valor mínimo para a realização da transação era de R$ 250.

Diferente do DOC (Documento de Crédito), quando é necessário aguardar pelo menos 24 horas para que seja concluída a transferência solicitada, a TED entra na conta do destinatário no mesmo dia em que a transação é solicitada.

As tarifas cobradas para a realização da TED variam de cooperativa para cooperativa. Para saber os preços praticados, o cooperado deve consultar sua cooperativa de relacionamento.