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Vídeo Institucional do FGCoop mais segurança para as cooperativas

O Sicoob Central Crediminas possui 81 filiadas e mais de 500 postos de atendimento em todo o estado. Além do Fundo Garantidor de Depósitos do próprio Sistema, os associados e cooperativas contam com o Fundo Garantidor do Cooperativismo que é comum a todo o setor.

Conheça o FGCoop, o instrumento de fortalecimento do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) e da própria Cidadania Financeira.

Para assistir ao vídeo clique aqui.

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Instituições devem divulgar de forma efetiva a existência da ouvidoria

O art. 8º da Resolução CMN 4.433/2015 define que as instituições devem dar ampla divulgação sobre a existência da ouvidoria, suas atribuições e forma de acesso, bem como divulgar o número do telefone em local visível em suas dependências, pagina inicial nos sítios eletrônicos na internet, nos extratos, comprovantes, inclusive eletrônicos, contratos, materiais de propaganda e publicidade e demais documentos que se destinem aos clientes e usuários.

Isto posto, é solicitado que as filiadas preencham a planilha(disponível na Interativa), respondendo as questões de acordo com a situação da cooperativa. Destaca-se que a referida planilha deverá ser encaminhada para o e-mail ouvidoria@sicoobcredimininas.com.br, até o dia 11/07/2017, impreterivelmente.

Adicionalmente, leia o Guia – Divulgação do canal de ouvidoria (disponível na Interativa), com as orientações de preenchimento, assim como, informações sobre a forma adequada de divulgação do canal de ouvidoria nos sítios eletrônicos na internet.

A Central, por meio da GECIR está à disposição para sanar possíveis dúvidas.

 

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Cresce o número de cidades sem dependências bancárias

Em meio à crise, reestruturações e onda de assaltos, rede de agências encolhe e mais de 100 cidades deixaram de ter instalações bancárias nos últimos 2 anos (por Darlan Alvarenga, G1, 04/03/2017 07h20 Atualizado 04/03/2017 07h32).

A rede de agências bancárias está encolhendo no Brasil e deixando cidades do interior sem atendimento presencial. Com foco na expansão de canais digitais, os bancos vêm fechando agências em diversos municípios. Nos últimos 2 anos, mais de 100 cidades deixaram de ter qualquer dependência bancária, segundo dados do Banco Central.

Dos 5.588 mil municípios brasileiros, 352 não tinham canais de acesso direto aos bancos no final de 2016 – maior número desde 2010. O volume vem crescendo desde 2013. Em 2014, eram 241 cidades sem estruturas bancárias; em 2015, eram 300. Veja gráfico abaixo:

Cidades sem dependência Bancária 2016
Em geral, são cidades bem pequenas, com menos de 5 mil habitantes e pouca circulação de dinheiro. Nestes municípios, os únicos canais de acesso aos serviços financeiros são as lotéricas, os Correios, cooperativas de crédito ou estabelecimentos comerciais que atuam como correspondentes bancários. Porém, há limite para saques e pagamentos de boletos. Isolados, os moradores são obrigados a viajar quilômetros até cidades vizinhas para sacar salários e aposentadorias ou fazer depósitos.

Corte de custo e falta de segurança

Entre os principais motivos para o movimento de encolhimento da presença bancária no país está a reestruturação dos bancos, que entraram na onda de corte de custos e perderam o interesse em manter agências pouco rentáveis. Em vez de abrir uma agência em cada esquina, agora os bancos focam seu crescimento na expansão dos canais digitais.

Mas o fechamento de agências também foi motivado pela ocorrência de assaltos violentos que se propagou também pelo interior do país. Levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostra que foram ao menos 393 assaltos e tentativas de assaltos no Brasil em 2015 e 385 em 2014.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), se forem somados todos os tipos de ocorrências, incluindo também os arrombamentos, o número de ataques por ano passou de 3 mil.

Viagem para sacar dinheiro

Entre os estados com o maior número de cidades sem bancos ou que deixaram de ter dependência bancária nos últimos anos destacam-se Piauí, Paraíba e Rio Grande do Norte. De acordo com o Banco Central, 18 dos 27 estados da federação possuem cidades sem qualquer tipo de dependência bancária.

Uma delas é São Pedro do Paraná (PR), de 2.491 habitantes, que está sem banco desde outubro de 2016. Depois de uma onda de arrombamentos, a única agência que atendia o município nunca mais reabriu e o pagamento dos servidores públicos foi transferido para a cidade vizinha, localizada a 20 km de distância.

Já a pequena Jardim Olinda (PR), com uma população de 1.409 pessoas, está sem dependência bancária há cerca de um ano e os moradores precisam percorrer até 75 km para pagar contas e realizar saques. Antes havia um posto de atendimento, mas o local foi fechado por falta de segurança e baixo movimento. E conforme a prefeitura, nenhum banco se interessou em reabrir uma instalação no município.

Municípios sem banco

Problema para prefeituras

O presidente da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), Paulo Ziulkoski, explica que a falta de dependências bancárias complica também as finanças das prefeituras, que passam a ter maiores dificuldades no recebimento de verbas federais, na arrecadação de tributos e no pagamento dos servidores.

“Tem prefeito da Região Norte que precisa pegar barco para buscar dinheiro em outra cidade para fazer os pagamentos”, afirma. “Isso vem aumentando e deve aumentar mais porque estão racionalizando custos até com segurança”.

Em Castelo do Piauí, no norte do estado do Piauí, a única agência bancária da cidade está fechada desde dezembro, depois que criminosos explodiram, pela quarta vez, os caixas eletrônicos. Com o banco fechado e sem previsão de reabertura, a lotérica e a agência dos Correios recebem filas já durante a madrugada. Depois que recebem a senha, muitas pessoas esperam até 4 dias para sacar o benefício.

O G1 visitou a cidade e verificou que o fechamento do banco afetou o comércio local e a rotina dos moradores. Idosos precisam viajar quase 100km para sacar aposentadoria em outra cidade.

Presença física mais tímida

Segundo os dados do BC, o número total de agências bancárias no Brasil caiu de 22.826 em 2015 para 22.547 no final do ano passado – 279 unidades a menos. Trata-se do menor número desde 2012. Em 2014, eram 23.126. Veja quadro mais abaixo

Na rede de postos de atendimento bancário (PAB) e caixas eletrônicos, a queda foi ainda maior. O total de PABs – geralmente localizados dentro de empresa ou órgão público, com oferta de serviços específicos – e PAEs (postos de atendimento eletrônico) encolheu para 43,7 mil em 2016, ante 45,5 mil em 2015.

Segundo a Febraban, os “ajustes” no tamanho da rede estão relacionados a 3 principais fatores: conjuntura econômica, que culminou no fechamento de uma série de estabelecimentos; política de eficiência operacional com a revisão de sobreposições em pontos de atendimento; e a diversificação dos canais de atendimento e crescimento dos canais digitais.

Apesar de contabilizar o aumento das cidades sem dependências bancários, o Banco Central afirma que trabalha com a projeção de que todos os municípios do país têm atendimento bancário ou financeiro.

“Além dos bancos, as cooperativas de crédito, as Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento e as Sociedades de Crédito ao Microempreendedor e à Empresa de Pequeno Porte disponibilizam a seus usuários meios de acesso a serviços financeiros, promovendo a inclusão financeira da população”, diz o BC.

A lista com a relação de cidades que não tinham nenhum tipo de dependência bancária em 2016 assim como os serviços financeiros disponíveis em cada cidade só deve ser divulgada pelo BC no 2º semestre.

menos-agencias-no-brasilNº de correspondentes bancários também cai

Segundo o Banco Central, os correspondentes bancários – estabelecimentos como casas lotéricas, Correios, padarias e supermercados que oferecem alguns serviços em nome da instituição parceira – representam hoje o canal de acesso bancário com a maior cobertura nacional.

“A prestação de serviços financeiros por meio de correspondentes (…) é considerada pelo BC como uma solução para atingir populações de regiões onde as instituições financeiras consideram que não há escala para a abertura de dependências”, afirma o BC.

Os números do BC mostram, entretanto, que também diminuiu no país o número de correspondentes bancários. No final de 2016 eram 276,8 mil pontos, ante 293,8 mil em 2015.

Nos Correios, o número de agências com o Banco Postal (serviço de correspondente bancário em parceria com o Banco do Brasil), caiu de 6.158 em 2012 para 6.118. O presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), explica que o Banco Postal é a única opção de acesso bancário para cerca de 800 prefeituras, mas admite que tem sido cada vez mais difícil manter abertas agências deficitárias.

“Não gostaria de abrir mão da presença em praticamente 100% do território nacional. Mas, atividade postal está em franco declínio. Na época em que foi concebida a atual regra da universalização dos serviços postais, o monopólio dava aos Correios a condição de estar subsidiando as agências mais remotas através de uma atividade intensa nos grandes centros urbanos. Essa conta já não fecha mais”, afirma o executivo.

Ele explica, porém, que a maior parte da suspensão do atendimento bancário em agências dos Correios se deve a assaltos e arrombamentos. “Tem muita agência que é deficitária. Na hora que acontece um incidente desse tipo, é difícil justificar um gasto para manter o serviço que era usado anteriormente”, afirma Campos.

 

Em Castelo do Piauí, agência do BB está com serviços suspensos desde dezembro (Foto: Gilcilene Araújo/G1)

Fonte: g1.globo.com

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Campeonato Mineiro 2017 será patrocinado pelo Sicoob

Parceira do Sicoob Central Crediminas e Sicoob Central Cecremge é responsável pelo patrocínio

No próximo ano, o Campeonato Mineiro tem como novo patrocinador o Sicoob, o maior Sistema de Cooperativas de Crédito do país. Com o patrocínio master, a marca Sicoob dá nome à competição em 2017, que passa a se chamar ‘Campeonato Mineiro Sicoob’.

Formalizado nesta segunda-feira (12) por meio das estruturas regionais Sicoob Central Crediminas e Sicoob Central Cecremge, o patrocínio irá garantir uma importante receita para a FMF que, pelo segundo ano consecutivo, formaliza uma parceria remunerada para o campeonato.  “Quando o futebol fala, as pessoas escutam. Como é um esporte muito popular e com um grande peso, ele deve ser utilizado para empreender ações sociais, ser engajado na responsabilidade e na inclusão social. Esta característica se assemelha ao cooperativismo de crédito. Da mesma forma que as cooperativas de crédito estão em todo o estado, nós temos quase 90 mil atletas federados, por isso estamos muito satisfeitos com esta parceria”, explica Castellar Modesto Guimarães Neto, Presidente da Federação Mineira de Futebol.

Para os novos patrocinadores, a parceira estabelecida com a FMF é uma grande oportunidade para unir o cooperativismo e o futebol. “Atuamos em todo o estado e ao associarmos nossa marca a um campeonato de tamanha expressão e, sobretudo, contribuindo para sua realização, é uma grande satisfação. Por meio do esporte, um número maior de mineiros também poderá conhecer melhor o cooperativismo de crédito e usufruir das suas vantagens e peculiaridades”, ressaltou o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Central Crediminas, Alberto Ferreira.  “Vimos com o patrocínio do Campeonato Mineiro de Futebol, além de levar a mensagem do cooperativismo a todas as pessoas do Estado, a oportunidade de realizar através do esporte, o primeiro trabalho conjunto entre o Sicoob Central Crediminas e Cecremge, que proporcionará uma abertura maior para outras realizações que virão”, afirmou Luiz Gonzaga Viana Lage, Diretor presidente do Sicoob Central Cecremge.

 

Sobre o Sicoob

O Sicoob é o maior sistema de cooperativismo de crédito do país, atuando em todos os estados brasileiros, inclusive no Distrito Federal, com mais de três milhões de associados, 491 cooperativas filiadas e mais de 2.500 pontos de atendimento.

As cooperativas de crédito são instituições financeiras formadas pela associação de pessoas para prestar serviços financeiros aos seus associados que são ao mesmo tempo donos e usuários dessas entidades, participando de sua gestão e usufruindo de seus produtos e serviços.

Nas cooperativas de crédito, os associados encontram os principais serviços financeiros, como conta-corrente, aplicações financeiras, cartão de crédito, empréstimos, financiamentos, poupança, seguros, consórcios, dentre outros.

Autorizadas e supervisionadas pelo Banco Central, as cooperativas têm as mesmas garantias dos bancos, através do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop).

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LEGENDA: Na foto, a partir da esquerda : Elson Rocha Justino (diretor-superintendente do Sicoob Central Crediminas); Castellar Modesto Guimarães Neto (Presidente da Federação Mineira de Futebol); Luiz Gonzaga Viana (diretor-presidente do Sicoob Central Cecremge); Ivan Lemos Brandão (vice-diretor CA do Sicoob Central Crediminas) e Márcio Olívio Villefort Pereira (diretor-administrativo do Sicoob Central Cecremge).

 

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Resultado do Sicoob avança 9% no primeiro semestre

Com variações positivas em todos os indicadores, as cooperativas financeiras do Sicoob encerraram o primeiro semestre de 2016 com resultado de R$ 1,3 bilhão, um crescimento de 8,5% em relação ao R$ 1,2 bilhão contabilizado no mesmo período de 2015.

Já o patrimônio líquido somou R$14,9 bilhões, um salto de 15,8% em relação ao 1S15. Os ativos totais alcançaram R$ 68,8 bilhões no primeiro semestre de 2016, evolução de 23,4% ante os R$ 55,8 bilhões registrados em igual período do ano passado. Os depósitos somaram R$ 43,6 bilhões, aumento de 22,2% em relação a 2015, com destaque para os depósitos a prazo e de poupança, que evoluíram 29,6% e 9,3%, respectivamente. Para efeito comparativo, as cinco principais instituições financeiras privadas do Brasil apresentaram retração de 18% no lucro líquido no período.

“Mesmo em um momento de incertezas na economia Brasileira, o modelo de negócio das cooperativas financeiras vem mantendo sua expansão, o que denota a solidez e a capacidade de adaptação às condições do mercado”, afirma o presidente do Sistema Sicoob, Henrique Castilhano Villares.

Em consonância ao mercado, as transações por mobile e internet, apresentam-se em franca expansão, representando 64% do total de transações. Com o mobile, o avanço foi de 28%, e internet, 36%. Em 2012, estes canais concentravam apenas 29% das transações.

Outro destaque do período foi o crescimento da rede atendimento, presente em todos estados brasileiros, com crescimento de 6,4%, alcançando 2.486 pontos. Foram 149 novos de pontos de atendimento adicionados à rede Sicoob.

Em número de associados, o Sistema tem se mostrado atrativo, com aumento de 9,8%, somando 3,4 milhões de pessoas ao final do primeiro semestre.

Outro marco do primeiro semestre foi a adesão de uma nova Central em São Paulo, o Sicoob UniMais. A filiação faz parte das estratégias do Sicoob de consolidar sua posição de liderança no Cooperativismo Financeiro Nacional, além de ser baseado no plano de expansão e ganho de escala. Assim, com a união, a instituição somou 61 pontos de atendimento localizados nas mais diversas cidades do interior paulista, litoral e também grande São Paulo; R$ 1,3 bilhão de ativos totais; R$ 703 milhões de operação de crédito; R$ 1,1 bilhão de depósitos totais; R$ 191 milhões de patrimônio líquido; e 40 mil associados.

Com esses números, o Sistema alcança, neste semestre, R$ 70,1 bilhões em ativos, R$ 36,9 bilhões em operações de crédito, R$ 44,7 bilhões em depósitos (à vista e a prazo) e R$ 15,1 bilhões em patrimônio líquido. Além disso, o número de associados cresceu 11% e a rede de atendimento já chega a 2.548 pontos com a entrada da Central.

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Cooperativas de crédito avançam

SÃO PAULO – Para reformar um imóvel e instalar seu novo empreendimento — um centro de cultura oriental, em São Paulo, dedicado ao ensino de arte marciais e idiomas, além de tratamento de acupuntura —, o empresario Rômulo Errico, de 35 anos, precisava de R$ 300 mil. Ao longo do ano passado, ele peregrinou por vários bancos e esbarrou em muita burocracia e obstáculos, por se tratar de uma empresa nova. Com as portas fechadas nos bancos, passou a procurar uma cooperativa de crédito. Pesquisou e conversou com amigos até encontrar uma instituição instalada na Avenida Paulista. Lá, apresentou seu plano de negócios e formalizou o pedido de empréstimo.

— O gerente fez questão de conhecer o prédio que eu queria reformar. Depois fez simulações para saber como eu poderia pagar as prestações, e até se o meu plano de negócios era viável. Foi um atendimento mais pessoal e humano mesmo. E consegui os recursos com uma taxa de juros de 2,6% ao mês, muito abaixo da praticada pelos bancos — diz Ericco, lembrando que o centro funciona desde outubro passado e já tem 100 alunos.

No ambiente atual de crédito escasso e com os bancos mais restritivos para fazer empréstimos, as cooperativas de crédito estão se tornando uma alternativa para empresas como as de Rocco, sem histórico de crédito, ou a pessoas físicas que buscam empréstimos, seja para tocar seus negócios ou desafogar o orçamento apertado.

Dados do Banco Central mostram que 8,7 milhões de brasileiros já são “cooperados” — clientes e ao mesmo tempo sócios dessas instituições. Contingente que dobrou nos últimos cinco anos, segundo o BC, que é responsável pela regulação e fiscalização das cooperativas.

O volume de recursos emprestados pelas cooperativas também cresceu quase três vezes em cinco anos: saltou de R$ 26 bilhões, em 2010, para R$ 73 bilhões no fim do ano passado. Com esse volume de empréstimos, juntas, as cooperativas de crédito do país já têm porte equivalente ao do sexto maior banco do país por saldo de carteira, segundo dados levantados pela consultoria Austin Ratings.

MAIS DE MIL INSTITUIÇÕES NO PAÍS

Neste ano, apenas, enquanto os bancos amargaram queda de 6,7% nas concessões de crédito no primeiro semestre, as cooperativas tiveram crescimento de 8,3% no mesmo período.

— Enquanto os bancos estão fechando a torneira do crédito, as cooperativas vão no sentido contrário. A proximidade com os cooperados traz mais confiança e facilita a análise de risco, já que ele torna-se sócio do negócio — explica Thiago Borba, coordenador de crédito da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Originalmente direcionadas ao crédito agrícola, hoje há no país cooperativas de médicos, empresários entre outras, uma vez que o Banco Central autorizou há alguns anos a livre admissão nessas instituições. Assim, qualquer trabalhador pode se tornar cooperado, mesmo que não pertença à categoria profissional representada. Para se tornar cooperado, é preciso um aporte de capital e o interessado tem de morar próximo da área de atuação da cooperativa.

— O brasileiro ainda desconhece as cooperativas, especialmente nos grandes centros urbanos onde o volume de depósitos ainda é muito pequeno — diz Borba, da OCB.

Atualmente, segundo a OCB, existem mais de mil cooperativas espalhadas pelo país, com cerca de 5,5 mil postos de atendimento. Muitas estão em municípios onde nem existe agência bancária. Como não têm fins lucrativos, as cooperativas podem emprestar a juros mais baixos do que os dos bancos.

O que explica a taxa de juros de 2,6% conseguida pelo empresário Rômulo Rocco. Nos bancos, a taxa média de empréstimos para pessoas jurídicas hoje está em 4,6%. A taxa de cadastro para iniciar relacionamento, por exemplo, custa em média R$ 5 nas cooperativas, enquanto nos bancos a média é de R$ 15.

— O dinheiro que emprestamos vem dos depósitos dos associados — diz Jaime Basso, presidente da Sicredi Vale do Piquiri, lembrando que os cooperados rateiam os ganhos obtidos na gestão financeira das operações, se o resultado for positivo. O ‘spread’ obtido nas operações serve para pagar os gastos operacionais da cooperativa, como estrutura, funcionários, tecnologia. O resultado líquido, após os custos, chamadas sobras, é que é distribuído aos cooperados.

Basso diz que o fato de os cooperados serem sócios do negócio torna a inadimplência baixa, sem revelar números. Nos bancos, a inadimplência vem crescendo desde o ano passado, com o aprofundamento da recessão e aumento do desemprego, e está atualmente em 3,5%.

O risco do cooperado é a empresa falir ou ter prejuízo, situação que exigirá a cobertura dos demais associados. Mas, nos últimos anos, não há registros de liquidações judiciais de cooperativas, de acordo com o BC.

O caso mais conhecido de quebra de uma dessas instituições foi o da Cooperativa Agrícola de Cotia (CAC) nos anos 90. Ela chegou a ser apontada como a maior “cooperativa do mundo”. Seu próprio gigantismo, apostas erradas em investimentos e a benevolência com sócios que não quitavam débitos levaram a CAC à falência, deixando um rastro de dívidas de mais de R$ 3 bilhões.

Para dar mais segurança aos cooperados, foi constituído o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito, que cobre até R$ 250 mil por recursos aplicados pelos cooperados em caso de quebra da instituição, assim como acontece com os bancos. De acordo com o Banco Central, as cooperativas também têm limites operacionais, com regras semelhantes as de Basiléia para os bancos. Além disso, informa o BC, para ser autorizada a operar, a cooperativa precisa da aprovação do plano de negócios, com viabilidade num horizonte de três anos, e “inexistência de restrições em relação aos administradores”.

— Elas são mais flexíveis para oferecer crédito, mas isso não significa que não exijam garantias do tomador. Além disso, muita gente não sabe que pode abrir conta, fazer seguros ou investimentos, como fundos ou poupança. Ou mesmo ter cartão de crédito nas próprias cooperativas, com taxas mais atraentes — diz Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor de pesquisas econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), lembrando que para pequenas empresas que têm muita dificuldade de obter recursos nos bancos, as cooperativas são uma opção interessante para obter empréstimos e até mesmo capital de giro.

PARTICIPAÇÃO NO SISTEMA FINANCEIRO É DE 3%

Rosimeire Marcondes, gerente financeira da Assurance IT, uma empresa de serviços de tecnologia, conta que foi buscar capital de giro numa cooperativa pelas condições mais vantajosas de juros. Como a empresa trabalha com muitos prestadores de serviços e precisa pagar os funcionários antes de receber dos clientes (que faturam o pagamento em até 90 dias) o caixa às vezes fica vulnerável. Desde 2014, já foram três empréstimos para capital de giro: de R$ 400 mil, R$ 1 milhão e R$ 1,8 milhão:

— Neste último, demos como garantia um imóvel. E a taxa de juros foi bem interessante, de 1,7% ao mês.

No mercado, segundo a Anefac, a taxa média de juros para capital de giro está em 2,6%.

Mesmo assim, Rosimeire ressalta que, até a liberação do dinheiro, o processo de análise de crédito foi bem criterioso e levou tempo.

Nos próximos anos, a expectativa é que as cooperativas ganhem mais participação no sistema financeiro. Hoje, elas representam apenas 3%. Até 2025, o desafio é atingir dois dígitos.

— Em países como a Alemanha, o total de ativos das cooperativas já representam 30% dos ativos do sistema financeiro. Na França, já chegam a 50% — diz Borba, da OCB.

Clique aqui e acesse a matéria no site O GLOBO.

Fonte: O GLOBO – 25.8.2016

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Susep aprova constituição do Sicoob Seguradora

Na sexta-feira (12), a Superintendência de Seguros Privados (Susep) autorizou a entrada em operação da Sicoob Seguradora de Vida e Previdência S/A, por meio da portaria nº 6.620. Com capital social inicial de R$ 40 milhões e sede em Brasília (DF), a nova companhia é resultado de uma joint venture entre a seguradora Mongeral Aegon e o Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), Banco do Sistema Sicoob. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e o Banco Central (BC) aprovaram a operação que espera alcançar, no seu primeiro ano de operações, um faturamento da ordem de R$ 100 milhões. A chegada da Sicoob Seguradora ao mercado tem como meta levar seguros de vida e planos de previdência aos quase quatro milhões de cooperados da instituição no País e a expectativa é que a empresa esteja no grupo das dez maiores seguradoras do Brasil.

O conselho de administração da nova seguradora é composto por Marco Aurélio Borges de Almada Abreu (presidente); Nilton Molina (vice-presidente); Elson Rocha Justino e Helder Molina (conselheiros). Já a diretoria é composta por Helder Molina (presidente); Marcelo Carneiro da Costa (diretor Administrativo Financeiro e Técnico Operacional); e Guilherme Ciarrocchi Ferreira (diretor Comercial).

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Novos Apps para Associados

No próximo dia 25 de agosto serão lançadas duas novidades para garantir maior controle dos gastos pessoais dos associados, o App Minhas Finanças e o Sicoobcard Mobile.

O App Minhas Finanças permite a gestão completa do fluxo financeiro do usuário: cadastrar diversas contas; coordenar recebimentos e pagamentos, com a opção de anexar comprovantes; definir metas; simular transações por valor da parcela, taxa de juros ou valor total, inclusive adicionar simulações dos sonhos financeiros, tanto para financiamentos quanto investimentos; além de contar com gráficos de orçamento para acompanhar metas e receber avisos de várias situações por meio da funcionalidade Notificações.

O outro lançamento é o Sicoobcard Mobile, aplicativo que oferece funcionalidades que vão muito além da consulta da fatura. O novo App permite controlar os gastos em tempo real, além de poder definir limites, programando o quanto gastar naquele período por categoria (lazer, combustível, roupas etc); desbloquear e bloquear o cartão; gerar boleto para pagar a fatura, inclusive um cartão virtual para compras online; conta também com gráficos completos e notificações de: saque, fatura e limites gastos por categoria, entre outras facilidades

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Sicoob entre as Melhores e Maiores Empresas 2016

Ranking da EXAME, reconhecido por destacar empresas e instituições de maior excelência no Brasil, aponta o Sicoob como 51º maior grupo e exalta operação do Bancoob em nove categorias.

O maior Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil, o Sicoob, desponta como um dos 200 maiores grupos do Brasil pela Edição Especial da Revista EXAME – Melhores e Maiores 2016. O Sicoob ocupa o 51º lugar no ranking, demonstrando sua força entre as instituições financeiras no País e representando todo o potencial do cooperativismo brasileiro.

Adicionalmente, o Bancoob – agente financeiro e facilitador na redução dos custos das cooperativas do Sicoob – está contemplado como um dos 100 maiores bancos da América Latina e como um dos 50 maiores bancos brasileiros. É também destaque nas categorias de Crédito Rural, em 5º; Crédito para Grandes Empresas, em 13º; Empréstimos e Financiamentos, em 20º; Depósitos em Poupança, em 9º; Total do Ativo Ajustado, em 17º; Riqueza Criada por Empregado, 13º; e Emissões de Cartões de Crédito, em 10º.

O ranking tem como base as informações financeiras de grandes empresas do país, por meio de levantamento de demonstrações contábeis com o parecer de auditores independentes. O Melhores e Maiores – 2016 está disponível no portal para assinantes, no aplicativo e na Revista Exame, em todas as bancas do país.

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Sicoob recebe prêmios no efinance 2016

A maior instituição financeira cooperativa do país, o Sicoob, conquistou prêmios na 16º edição do efinance com os projetos de mobile banking e a nova plataforma para concessão de crédito rural. A cerimônia realizada em São Paulo, na noite de 22 de junho, teve como objetivo identificar e apontar os projetos mais importantes na área de tecnologia da informação e comunicação implementados pelas organizações financeiras do país.

O case Mobile Banking Sicoob foi eleito o melhor em sua categoria devido a sua eficiência e soluções inovadoras. “Uma em cada três operações realizadas em nosso sistema foram por meio do dispositivo móvel no último mês. O cooperado encontra em seu bolso os mesmos recursos disponíveis do internet banking e das agências, com mais de 100 possibilidades de transações”, ressalta Ricardo Antonio de Souza Batista, diretor de Tecnologia da Informação da instituição.

O aplicativo mantém também uma alta aprovação dos usuários. Sua nota de satisfação atingiu o índice de 4,7 de em um total de 5 nas lojas virtuais da Apple e Google, superando os números das aplicações dos grandes bancos de varejo. Este cenário se explica devido à simplicidade do uso atrelada às constantes inovações do Sicoob para acompanhar as novidades de cada dispositivo. Um exemplo é o sensor de biometria para dispositivos com sistema operacional iOS e Android que facilitam o reconhecimento do associado durante o login e substitui o uso da senha.

Já a nova Plataforma de Crédito Rural levou o título de melhor case na categoria de crédito rural. Com a plataforma, o funcionário da cooperativa pode realizar a aprovação de crédito rural em qualquer lugar, remotamente, a partir de dispositivos móveis como smartphones e tablets. “Isso proporciona mais agilidade e menos burocracia, fatores que contribuem para a chegada dos recursos financeiros a produtores rurais alocados em regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos no país”, destaca Ricardo.

“O reconhecimento do Prêmio efinance, pelo sexto ano consecutivo, expressa a liderança do Sicoob na adoção de tecnologias e canais digitais inovadores no sistema financeiro. O objetivo das novas tecnologias é utilizar os recursos disponíveis em cada dispositivo sempre com foco na melhoria da experiência do usuário”, completa.