Sicoob Sistema Crediminas sob nova direção

Sicoob Central Crediminas e Sicoob FGD empossam novos Conselhos de Administração e Diretoria Executiva

No final de junho, o Sicoob Central Crediminas e o Sicoob FGD renovaram seus dirigentes.

Em uma sessão solene no auditório da Central, foram empossados conselheiros de Administração e diretores executivos para o novo mandato e conselheiros de Administração do Sicoob FGD.

“Hoje renova-se um processo do Sicoob Sistema Crediminas, com a entrada de novos conselheiros na Central e no Sicoob FGD e, a continuação do trabalho do trabalho dos diretores executivos, com a novidade da instituição da terceira Diretoria, fruto de um processo democrático e transparente”, afirmou Geraldo Souza Ribeiro Filho.

Na solenidade, compuseram a mesa de honra o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Central Crediminas, Geraldo Souza Ribeiro Filho; o vice-presidente da Central (que concluiu ontem o mandato) Ivan lemos Brandão; o diretor-presidente do Sicoob Central Cecremge e vice-presidente do Sistema Ocemg/Sescoop, Luiz Gonazaga viana Lage ; o presidente da FAEMG, Roberto Simões; a assessora do Sistema Ocemg/Sescoop Isabela Perez e o ex-presidente do CA da Central, Heli de Oliveira Penido.

Conselho de Administração do Sicoob Central Crediminas:
•Geraldo Souza Ribeiro Filho – Sicoob Agrocredi – presidente
•João Batista Bartoli de Noronha – Sicoob Credicaf
•João Pinto de Oliveira – Sicoob Credivertentes
•Iesser Cunha Lauar – Sicoob Credijequitinhonha
•José Pedro Garcia Reis – Sicoob Credivar
•Júlio Cézar Aguiar – Sicoob Credivag
•Reginaldo Dias Machado – Sicoob Frutal
•Vitor Hugo Gomes – Sicoob Crediara
•Júlio Cézar Ribeiro de Andrade – Sicoob Credifor

Diretores-superintendentes  da Central

•Elson Rocha Justino
•Jesus Ferreira de Carvalho
•Wagner Luiz Silva

Conselho de Administração do Sicoob FGD:

•Geraldo Souza Ribeiro Filho – Sicoob Agrocredi – presidente
•Júlio Cezar Aguiar Diniz  – Sicoob Credivag
•Reginaldo Dias Machado – Sicoob Frutal
•Valdei Costa Barbosa – Sicoob Carlos Chagas
•Júlio Cézar Ribeiro Andrade – Sicoob Credifor

Segurança de cooperativas de crédito é discutida em audiência pública na ALMG

Atendendo a um pedido do presidente do Conselho de Administração do Sicoob Central Crediminas, Geraldo Souza Ribeiro, o deputado Antônio Carlos Arantes solicitou audiência  pública da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O objetivo foi cobrar providências urgentes do Governo Pimentel contra os ataques e investidas criminosas às cooperativas de crédito no Estado.

Além das explosões de caixas eletrônicos e roubos à mão armada, as instituições financeiras do interior do Estado têm sofrido com o sequestro dos seus funcionários. Ao se tornar preocupação contínua, a Comissão de Segurança Pública discutiu nesta terça-feira (5), os prejuízos causados por ataques criminosos em Minas Gerais, além de debater ações de inteligência e prevenção a explosões, roubos a mão armada, sequestros, arrombamentos e outros crimes em agências de cooperativas de crédito mineiras.

Representantes do segmento, inclusive com a participação do Sicoob Sistema Crediminas, levaram à Assembleia Legislativa de Minas Gerais pedidos de solução dessa realidade. A audiência pública contou com a presença das forças policiais, da alta cúpula da Polícia Civil, sobretudo da área anti-sequestro que falaram sobre as ações que têm sido desenvolvidas para resolver o problema.

A parceria com a Polícia Civil de São Paulo foi um dos pontos destacados pelo superintendente de investigação e polícia judiciária da Polícia Civil de Minas Gerais, Carlos Capistrano. Segundo ele, a região que tem enfrentado mais problemas é o Sul do Estado e a razão seria a atuação da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que tem origem em São Paulo.

Com esse trabalho articulado, Carlos afirmou que, apesar das deficiências em estrutura e equipamentos, a polícia mineira tem conseguido alguns resultados positivos. Um dos destaques, para ele, é a redução em mais de 40% das explosões de caixas eletrônicos de 2017 para 2018.

Por outro lado, ele admitiu que outras modalidades de crimes têm aumentado, como os sequestros de funcionários. “Apesar disso, também tivemos muitas investigações e prisões. No ano passado, 278 pessoas foram presas ou conduzidas às delegacias. Neste ano, até maio, já foram 133 pessoas”, disse.

Essas prisões estariam sendo acompanhadas, ainda segundo o representante da Polícia Civil, de apreensões de armamentos pesados. Segundo ele, muitas das armas não são fabricadas no Brasil. Por isso, ele reforçou a necessidade de se fiscalizar melhor a entrada desses equipamentos no País.

Nesse sentido, o representante da Polícia Rodoviária Federal, Walder Nascimento Vieira, afirmou que a corporação tem feito investimentos maciços em tecnologia e inteligência para mapear as rotas utilizadas pelos criminosos. Ainda de acordo com ele, as informações têm sido compartilhadas com outras instituições de segurança.

O presidente do Conselho de Administração do Sicoob Central Crediminas, Geraldo Souza Ribeiro ressaltou o quanto as cooperativas têm ficado apavoradas com essa realidade e que há a necessidade de mobilizar autoridades, polícias civil e militar e todo o setor para combater esta falta de segurança pública que deixa as instituições e população amedrontadas. Ele ainda ressalta que é necessário apoiar  representantes do cooperativismo como o deputado Antônio Carlos Arantes, que levam um assunto tão delicado e importante às esferas maiores para uma discussão mais abrangente.

Para abrir a audiência, o deputado Antônio Carlos Arantes afirmou que discutir esse assunto tornou-se imprescindível por presenciar a violência ocorrida no sul de Minas, o pânico que os moradores passam, assim como as instituições financeiras diante a tantos ataques criminosos. “As quadrilhas atacam os bancos, casas lotéricas, cooperativas, assim as cidades ficam sem dinheiro, principalmente as cidades menores, em que as pessoas, devido a inoperância das agências afetadas, têm que se deslocar uns 50 Km para sacar dinheiro. Conversando com o Sicoob Central Crediminas, o Sistema Ocemg e demais cooperativas, percebi que o setor tem passado por experiências de vulnerabilidade, enquanto o governo não tem tomado providências. Por isso, temos que apresentar formalmente essa queixa às autoridades e ao conhecimento público para que haja solução para esta insegurança. O governo deve investir no policiamento das cidades, sobretudo das pequenas, para que haja uma segurança eficaz para toda a população”, ressaltou.

Para instituições financeiras, segurança privada não é solução

Sequestros assustam funcionários de cooperativas de crédito
Os representantes de instituições financeiras que estiveram presentes na reunião ressaltaram que o aumento considerável dos sequestros tem dificultado a contratação de funcionários nos municípios menores.O diretor superintendente do Sicoob Central  Crediminas, Elson Rocha Justino, ressaltou, ainda, que as ações são orquestradas e que os integrantes das quadrilhas são fortemente armados.

Ele se disse indignado com a sugestão que tem recebido de várias pessoas, de melhorar a segurança privada. “Se um batalhão inteiro da Polícia Militar não consegue fazer frente aos bandidos, como um guardinha de plantão vai fazer?”, questionou. Para ele, o problema é de segurança pública, não privada.

O deputado Sargento Rodrigues (PTB), presidente da comissão, afirmou que o problema tem crescido em Minas Gerais em função da redução dos orçamentos das Polícias Civil e Militar. Ele defendeu a autonomia financeira dessas instituições e disse que é preciso acabar com a ingerência política, feita muitas vezes, segundo o parlamentar, com subsequentes trocas nos comandos.

A ausência de representantes da Polícia Militar na reunião também foi criticada pelo deputado

“Política de perfumaria” foi como o deputado Cabo Júlio (PMDB) chamou as soluções que a Polícia Militar tem oferecido ao problema das instituições financeiras no interior mineiro. Segundo ele, o que tem sido feito é colocar um policial com uma viatura na frente dos bancos ao longo da noite, o que poria em risco a vida do servidor e não seria eficiente na solução do problema.

O deputado Antônio Carlos Arantes concordou e ressaltou que a população tem sido prejudicada pela falta de segurança. “Moradores de cidades como Cássia (Sul de Minas) precisam andar 50 quilômetros para sacar seu dinheiro no banco”, exemplificou. Ele também defendeu a criação de delegacias regionais especializadas em roubos no campo.

Lares Geraes – Durante a reunião, também foi aprovado requerimento para a realização de nova audiência pública, dessa vez para debater a situação dos moradores das unidades residenciais do programa Lares Geraes.

O pedido foi do deputado Sargento Rodrigues. Segundo ele, alguns dos policiais beneficiados pelo programa receberam ordens judiciais de despejo. O parlamentar lembrou que muitas das dificuldades para manter em dia os pagamentos dos imóveis estão relacionadas aos parcelamentos de salários dos servidores.

Clique aqui e confira o resultado da reunião.

Adeus a Alberto Ferreira

O presidente do Conselho de Administração do Sicoob Central Crediminas, Alberto Ferreira, faleceu no dia 20 de janeiro, em um acidente de automóvel em Governador Valadares (MG).

Líder cooperativista deixa legado de sucesso

O líder cooperativista, desde cedo se comprometeu a concentrar sua energia, empenho, propósitos e inteligência para desenvolver o cooperativismo mineiro e continuar o trabalho de grandes líderes que o antecederam, aos quais ele sempre se referia com respeito e admiração.

Alberto Ferreira nasceu em berço cooperativista. Ainda em 1911, em Virginópolis, então distrito de Guanhães, foi fundada a Cooperativa Agrícola de Guanhães. Entre seus fundadores estavam seus familiares: avô, bisavô, tios, além de um tetravô.
O pai de Alberto Ferreira, Cantídio Ferreira da Silva, recém-casado, instalou-se em Governador Valadares em 1938, inicialmente como comerciante e, posteriormente, dedicou-se à pecuária. Nesta atividade, desenvolveu legendária atuação, tendo sido em 1959, um dos fundadores da Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce. Por meio do exemplo de liderança séria, justa e dedicada, de seu pai, Alberto Ferreira o tomou como exemplo e seguiu seus passos.

Buscou formação em medicina veterinária e, logo em 1982, elegeu-se conselheiro de Administração da cooperativa agropecuária, exercendo por dois mandatos os cargos de diretor-financeiro e comercial. Desejando alçar voos mais destacados e buscando o desenvolvimento socioeconômico local, agrupou grandes personalidades respeitadas da região para instituir a Cooperativa de Crédito Rural do Vale do Rio Doce, isso em 1992. Desde então, Alberto Ferreira exerceu funções na direção e nos Conselhos da cooperativa, passando a ser diretor-presidente em 2000, quando teve a honra de substituir, o grande líder Luiz de Castro Cortes.

Tão logo instituída, a cooperativa de crédito de Governador Valadares, hoje Sicoob Crediriodoce, filiou-se à então incipiente Cooperativa Central de Crédito Rural de Minas Gerais, o Sicoob Central Crediminas.
Relacionando-se e atuando no cooperativismo de crédito mineiro, em 1993, por indicação de Heli de Oliveira Penido, Alberto Ferreira tornou-se conselheiro e também diretor da Central. Ao longo de sua trajetória cooperativista e relacionamento com entidades e autoridades do cooperativismo, foi convidado a exercer cargos de direção em outros órgãos como Sistema Ocemg, Sicoob Confederação, Bancoob.

Durante sua caminhada profissional de representatividade política, Alberto Ferreira sempre lutou para destacar de forma consistente e positiva a importância do cooperativismo e do produtor mineiro. Sendo assim, ele também integrou por 15 anos, a Diretoria da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais – FAEMG, na época, presidida por Gilman Viana Rodrigues.

Ao atuar em várias frentes e entidades de classe, Alberto Ferreira construiu sua experiência convivendo com renomadas autoridades das áreas econômica, social e política de Minas Gerais. Moldando a sua imagem com perseverança, sabedoria, vanguardismo e sobretudo profissionalismo.

Em seu discurso de posse como presidente do Conselho de Administração do Sicoob Central Crediminas, Alberto Ferreira, agradeceu a um dos amigos de seu pai, que esteve ao seu lado na fundação do Sicoob Crediriodoce, Eurídes Inácio de Lima, a quem ele atribuiu ser uma figura disciplinadora que o auxiliou a abrandar seus ímpetos juvenis, por meio de conselhos, além de orientá-lo a fim de aprimorar sua postura profissional.

Em sua trajetória no Sicoob Central Crediminas, ele sempre reverenciou as personalidades que nortearam o desenvolvimento do Sistema e, sobretudo, das cooperativas filiadas, com seus grandes líderes e inúmeras batalhas que levaram o Sicoob Sistema Crediminas ao centro de destaque do cooperativismo de crédito brasileiro e manteve em toda a sua gestão o Sistema de forma coesa e com a marca da credibilidade e do reconhecimento.

Além das personalidades que se relacionaram e foram companheiras de Alberto Ferreira, ele sempre ele agradecia à sua família. Em seus discursos, nos incontáveis eventos que participou ou que foi anfitrião, ele ressaltava a importância dos seus familiares. À Yasmine e à Isadora, ele sempre agradecia a acolhida amorosa; aos filhos Ludmilla, Ana Carolina e Alberto Cantídio ressaltava o amor e a união em que viviam e à esposa Mara, reconhecia a dedicação e o companheirismo, sempre reafirmando a importância dessa convivência para ser uma pessoa melhor.

                      Alberto Ferreira em frente à sede do Sicoob Central Crediminas, em Belo Horizonte/MG.

 

Líder engajado

Em sua trajetória cooperativista, Alberto Ferreira, vivenciou muitas batalhas e ressaltava que nesta década, o tão esperado futuro do cooperativismo batia à porta. O crescimento pelo segmento tornou-se espetacular, a ponto de ter reconhecimento nacional, por meio não apenas da sociedade, mas de autoridades governamentais e pela conquista de importantes marcos regulatórios. Vitórias de lutas cruciais ao cooperativismo, muitas delas, lideradas pelo seu grande mestre, Heli de Oliveira Penido.

Dentre as conquistas, Alberto Ferreira destacava a Lei Complementar 130, sancionada em abril de 2009, que deu mais visibilidade ao sistema cooperativista de crédito brasileiro e, trouxe em seu bojo, a promessa de alterar definitivamente a maneira como as cooperativas de crédito se posicionam em relação ao mercado financeiro, com novas expectativas de expansão e crescimento.

Outra conquista vista por Alberto Ferreira, foi logo no início de 2018, a Lei Complementar 161, sancionada em janeiro, que autoriza as cooperativas de crédito a captarem recursos de municípios. Aliás, à frente do Conselho de Administração do Sicoob Crediriodoce, o presidente já estava com sua equipe trabalhando para atuar sob esse novo regime, com o objetivo de proporcionar ainda mais progresso à região do Vale do Rio Doce.

 

Líder vanguardista

Alberto Ferreira sempre buscou formação qualificada para conduzir com maestria seus trabalhos e se aperfeiçoar constantemente como liderança cooperativista. Sua gestão foi marcada por incentivo constante à profissionalização das equipes das cooperativas filiadas e de todos os profissionais do Sistema.

Como dirigente de grande destaque no cenário nacional, Alberto Ferreira, constantemente buscava lapidar a sua formação, conhecendo modelos internacionais, ele os classificava como mais maduros por conta de sua origem centenária. Participava ativamente de missões para interagir com os sistemas cooperativistas do Canadá, França, Estados Unidos, Alemanha, Portugal, dentre outros países, sobretudo, os europeus, além de incursões pelo Brasil para aprender e apresentar a outros líderes, novos conceitos e boas práticas no cooperativismo.

Segurança bancária deve virar competência federal

A Câmara Municipal de João Pessoa (PB) aprovou em 2015 uma lei que determinou a instalação de vidros blindados na fachada de todas as agências bancárias da cidade. A medida foi tomada com o objetivo de aumentar a segurança nos estabelecimentos. Mas os bancos alegam que o efeito na prática é justamente o oposto: os criminosos poderão se valer da blindagem da agência como ‘escudo’ contra a ação da polícia. Sem falar na maior dificuldade de acesso ao local em um possível caso de incêndio.

A lei aprovada na capital da Paraíba é apenas uma entre milhares relacionadas a itens de segurança e conforto que os bancos precisam seguir para operar suas agências em todo o país. Para as instituições, muitas das normas editadas nos mais de 5,5 mil municípios brasileiros são inócuas ou podem deixar os clientes em situação ainda mais vulnerável.

Essa situação pode mudar com a aprovação do Estatuto da Segurança Privada e da Segurança das Instituições Financeiras. A lei em tramitação no Congresso, transfere para a esfera federal a competência sobre a segurança nas agências. O projeto foi aprovado na semana passada na Comissão de Assuntos Sociais do Senado e pode ser votado em plenário ainda neste ano.

Clique aqui e confira a matéria no Valor Econômico.

Vídeo Institucional do FGCoop mais segurança para as cooperativas

O Sicoob Central Crediminas possui 81 filiadas e mais de 500 postos de atendimento em todo o estado. Além do Fundo Garantidor de Depósitos do próprio Sistema, os associados e cooperativas contam com o Fundo Garantidor do Cooperativismo que é comum a todo o setor.

Conheça o FGCoop, o instrumento de fortalecimento do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) e da própria Cidadania Financeira.

Para assistir ao vídeo clique aqui.

Instituições devem divulgar de forma efetiva a existência da ouvidoria

O art. 8º da Resolução CMN 4.433/2015 define que as instituições devem dar ampla divulgação sobre a existência da ouvidoria, suas atribuições e forma de acesso, bem como divulgar o número do telefone em local visível em suas dependências, pagina inicial nos sítios eletrônicos na internet, nos extratos, comprovantes, inclusive eletrônicos, contratos, materiais de propaganda e publicidade e demais documentos que se destinem aos clientes e usuários.

Isto posto, é solicitado que as filiadas preencham a planilha(disponível na Interativa), respondendo as questões de acordo com a situação da cooperativa. Destaca-se que a referida planilha deverá ser encaminhada para o e-mail ouvidoria@sicoobcredimininas.com.br, até o dia 11/07/2017, impreterivelmente.

Adicionalmente, leia o Guia – Divulgação do canal de ouvidoria (disponível na Interativa), com as orientações de preenchimento, assim como, informações sobre a forma adequada de divulgação do canal de ouvidoria nos sítios eletrônicos na internet.

A Central, por meio da GECIR está à disposição para sanar possíveis dúvidas.

 

Cresce o número de cidades sem dependências bancárias

Em meio à crise, reestruturações e onda de assaltos, rede de agências encolhe e mais de 100 cidades deixaram de ter instalações bancárias nos últimos 2 anos (por Darlan Alvarenga, G1, 04/03/2017 07h20 Atualizado 04/03/2017 07h32).

A rede de agências bancárias está encolhendo no Brasil e deixando cidades do interior sem atendimento presencial. Com foco na expansão de canais digitais, os bancos vêm fechando agências em diversos municípios. Nos últimos 2 anos, mais de 100 cidades deixaram de ter qualquer dependência bancária, segundo dados do Banco Central.

Dos 5.588 mil municípios brasileiros, 352 não tinham canais de acesso direto aos bancos no final de 2016 – maior número desde 2010. O volume vem crescendo desde 2013. Em 2014, eram 241 cidades sem estruturas bancárias; em 2015, eram 300. Veja gráfico abaixo:

Cidades sem dependência Bancária 2016
Em geral, são cidades bem pequenas, com menos de 5 mil habitantes e pouca circulação de dinheiro. Nestes municípios, os únicos canais de acesso aos serviços financeiros são as lotéricas, os Correios, cooperativas de crédito ou estabelecimentos comerciais que atuam como correspondentes bancários. Porém, há limite para saques e pagamentos de boletos. Isolados, os moradores são obrigados a viajar quilômetros até cidades vizinhas para sacar salários e aposentadorias ou fazer depósitos.

Corte de custo e falta de segurança

Entre os principais motivos para o movimento de encolhimento da presença bancária no país está a reestruturação dos bancos, que entraram na onda de corte de custos e perderam o interesse em manter agências pouco rentáveis. Em vez de abrir uma agência em cada esquina, agora os bancos focam seu crescimento na expansão dos canais digitais.

Mas o fechamento de agências também foi motivado pela ocorrência de assaltos violentos que se propagou também pelo interior do país. Levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostra que foram ao menos 393 assaltos e tentativas de assaltos no Brasil em 2015 e 385 em 2014.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), se forem somados todos os tipos de ocorrências, incluindo também os arrombamentos, o número de ataques por ano passou de 3 mil.

Viagem para sacar dinheiro

Entre os estados com o maior número de cidades sem bancos ou que deixaram de ter dependência bancária nos últimos anos destacam-se Piauí, Paraíba e Rio Grande do Norte. De acordo com o Banco Central, 18 dos 27 estados da federação possuem cidades sem qualquer tipo de dependência bancária.

Uma delas é São Pedro do Paraná (PR), de 2.491 habitantes, que está sem banco desde outubro de 2016. Depois de uma onda de arrombamentos, a única agência que atendia o município nunca mais reabriu e o pagamento dos servidores públicos foi transferido para a cidade vizinha, localizada a 20 km de distância.

Já a pequena Jardim Olinda (PR), com uma população de 1.409 pessoas, está sem dependência bancária há cerca de um ano e os moradores precisam percorrer até 75 km para pagar contas e realizar saques. Antes havia um posto de atendimento, mas o local foi fechado por falta de segurança e baixo movimento. E conforme a prefeitura, nenhum banco se interessou em reabrir uma instalação no município.

Municípios sem banco

Problema para prefeituras

O presidente da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), Paulo Ziulkoski, explica que a falta de dependências bancárias complica também as finanças das prefeituras, que passam a ter maiores dificuldades no recebimento de verbas federais, na arrecadação de tributos e no pagamento dos servidores.

“Tem prefeito da Região Norte que precisa pegar barco para buscar dinheiro em outra cidade para fazer os pagamentos”, afirma. “Isso vem aumentando e deve aumentar mais porque estão racionalizando custos até com segurança”.

Em Castelo do Piauí, no norte do estado do Piauí, a única agência bancária da cidade está fechada desde dezembro, depois que criminosos explodiram, pela quarta vez, os caixas eletrônicos. Com o banco fechado e sem previsão de reabertura, a lotérica e a agência dos Correios recebem filas já durante a madrugada. Depois que recebem a senha, muitas pessoas esperam até 4 dias para sacar o benefício.

O G1 visitou a cidade e verificou que o fechamento do banco afetou o comércio local e a rotina dos moradores. Idosos precisam viajar quase 100km para sacar aposentadoria em outra cidade.

Presença física mais tímida

Segundo os dados do BC, o número total de agências bancárias no Brasil caiu de 22.826 em 2015 para 22.547 no final do ano passado – 279 unidades a menos. Trata-se do menor número desde 2012. Em 2014, eram 23.126. Veja quadro mais abaixo

Na rede de postos de atendimento bancário (PAB) e caixas eletrônicos, a queda foi ainda maior. O total de PABs – geralmente localizados dentro de empresa ou órgão público, com oferta de serviços específicos – e PAEs (postos de atendimento eletrônico) encolheu para 43,7 mil em 2016, ante 45,5 mil em 2015.

Segundo a Febraban, os “ajustes” no tamanho da rede estão relacionados a 3 principais fatores: conjuntura econômica, que culminou no fechamento de uma série de estabelecimentos; política de eficiência operacional com a revisão de sobreposições em pontos de atendimento; e a diversificação dos canais de atendimento e crescimento dos canais digitais.

Apesar de contabilizar o aumento das cidades sem dependências bancários, o Banco Central afirma que trabalha com a projeção de que todos os municípios do país têm atendimento bancário ou financeiro.

“Além dos bancos, as cooperativas de crédito, as Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento e as Sociedades de Crédito ao Microempreendedor e à Empresa de Pequeno Porte disponibilizam a seus usuários meios de acesso a serviços financeiros, promovendo a inclusão financeira da população”, diz o BC.

A lista com a relação de cidades que não tinham nenhum tipo de dependência bancária em 2016 assim como os serviços financeiros disponíveis em cada cidade só deve ser divulgada pelo BC no 2º semestre.

menos-agencias-no-brasilNº de correspondentes bancários também cai

Segundo o Banco Central, os correspondentes bancários – estabelecimentos como casas lotéricas, Correios, padarias e supermercados que oferecem alguns serviços em nome da instituição parceira – representam hoje o canal de acesso bancário com a maior cobertura nacional.

“A prestação de serviços financeiros por meio de correspondentes (…) é considerada pelo BC como uma solução para atingir populações de regiões onde as instituições financeiras consideram que não há escala para a abertura de dependências”, afirma o BC.

Os números do BC mostram, entretanto, que também diminuiu no país o número de correspondentes bancários. No final de 2016 eram 276,8 mil pontos, ante 293,8 mil em 2015.

Nos Correios, o número de agências com o Banco Postal (serviço de correspondente bancário em parceria com o Banco do Brasil), caiu de 6.158 em 2012 para 6.118. O presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), explica que o Banco Postal é a única opção de acesso bancário para cerca de 800 prefeituras, mas admite que tem sido cada vez mais difícil manter abertas agências deficitárias.

“Não gostaria de abrir mão da presença em praticamente 100% do território nacional. Mas, atividade postal está em franco declínio. Na época em que foi concebida a atual regra da universalização dos serviços postais, o monopólio dava aos Correios a condição de estar subsidiando as agências mais remotas através de uma atividade intensa nos grandes centros urbanos. Essa conta já não fecha mais”, afirma o executivo.

Ele explica, porém, que a maior parte da suspensão do atendimento bancário em agências dos Correios se deve a assaltos e arrombamentos. “Tem muita agência que é deficitária. Na hora que acontece um incidente desse tipo, é difícil justificar um gasto para manter o serviço que era usado anteriormente”, afirma Campos.

 

Em Castelo do Piauí, agência do BB está com serviços suspensos desde dezembro (Foto: Gilcilene Araújo/G1)

Fonte: g1.globo.com

Campeonato Mineiro 2017 será patrocinado pelo Sicoob

Parceira do Sicoob Central Crediminas e Sicoob Central Cecremge é responsável pelo patrocínio

No próximo ano, o Campeonato Mineiro tem como novo patrocinador o Sicoob, o maior Sistema de Cooperativas de Crédito do país. Com o patrocínio master, a marca Sicoob dá nome à competição em 2017, que passa a se chamar ‘Campeonato Mineiro Sicoob’.

Formalizado nesta segunda-feira (12) por meio das estruturas regionais Sicoob Central Crediminas e Sicoob Central Cecremge, o patrocínio irá garantir uma importante receita para a FMF que, pelo segundo ano consecutivo, formaliza uma parceria remunerada para o campeonato.  “Quando o futebol fala, as pessoas escutam. Como é um esporte muito popular e com um grande peso, ele deve ser utilizado para empreender ações sociais, ser engajado na responsabilidade e na inclusão social. Esta característica se assemelha ao cooperativismo de crédito. Da mesma forma que as cooperativas de crédito estão em todo o estado, nós temos quase 90 mil atletas federados, por isso estamos muito satisfeitos com esta parceria”, explica Castellar Modesto Guimarães Neto, Presidente da Federação Mineira de Futebol.

Para os novos patrocinadores, a parceira estabelecida com a FMF é uma grande oportunidade para unir o cooperativismo e o futebol. “Atuamos em todo o estado e ao associarmos nossa marca a um campeonato de tamanha expressão e, sobretudo, contribuindo para sua realização, é uma grande satisfação. Por meio do esporte, um número maior de mineiros também poderá conhecer melhor o cooperativismo de crédito e usufruir das suas vantagens e peculiaridades”, ressaltou o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Central Crediminas, Alberto Ferreira.  “Vimos com o patrocínio do Campeonato Mineiro de Futebol, além de levar a mensagem do cooperativismo a todas as pessoas do Estado, a oportunidade de realizar através do esporte, o primeiro trabalho conjunto entre o Sicoob Central Crediminas e Cecremge, que proporcionará uma abertura maior para outras realizações que virão”, afirmou Luiz Gonzaga Viana Lage, Diretor presidente do Sicoob Central Cecremge.

 

Sobre o Sicoob

O Sicoob é o maior sistema de cooperativismo de crédito do país, atuando em todos os estados brasileiros, inclusive no Distrito Federal, com mais de três milhões de associados, 491 cooperativas filiadas e mais de 2.500 pontos de atendimento.

As cooperativas de crédito são instituições financeiras formadas pela associação de pessoas para prestar serviços financeiros aos seus associados que são ao mesmo tempo donos e usuários dessas entidades, participando de sua gestão e usufruindo de seus produtos e serviços.

Nas cooperativas de crédito, os associados encontram os principais serviços financeiros, como conta-corrente, aplicações financeiras, cartão de crédito, empréstimos, financiamentos, poupança, seguros, consórcios, dentre outros.

Autorizadas e supervisionadas pelo Banco Central, as cooperativas têm as mesmas garantias dos bancos, através do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop).

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LEGENDA: Na foto, a partir da esquerda : Elson Rocha Justino (diretor-superintendente do Sicoob Central Crediminas); Castellar Modesto Guimarães Neto (Presidente da Federação Mineira de Futebol); Luiz Gonzaga Viana (diretor-presidente do Sicoob Central Cecremge); Ivan Lemos Brandão (vice-diretor CA do Sicoob Central Crediminas) e Márcio Olívio Villefort Pereira (diretor-administrativo do Sicoob Central Cecremge).

 

Resultado do Sicoob avança 9% no primeiro semestre

Com variações positivas em todos os indicadores, as cooperativas financeiras do Sicoob encerraram o primeiro semestre de 2016 com resultado de R$ 1,3 bilhão, um crescimento de 8,5% em relação ao R$ 1,2 bilhão contabilizado no mesmo período de 2015.

Já o patrimônio líquido somou R$14,9 bilhões, um salto de 15,8% em relação ao 1S15. Os ativos totais alcançaram R$ 68,8 bilhões no primeiro semestre de 2016, evolução de 23,4% ante os R$ 55,8 bilhões registrados em igual período do ano passado. Os depósitos somaram R$ 43,6 bilhões, aumento de 22,2% em relação a 2015, com destaque para os depósitos a prazo e de poupança, que evoluíram 29,6% e 9,3%, respectivamente. Para efeito comparativo, as cinco principais instituições financeiras privadas do Brasil apresentaram retração de 18% no lucro líquido no período.

“Mesmo em um momento de incertezas na economia Brasileira, o modelo de negócio das cooperativas financeiras vem mantendo sua expansão, o que denota a solidez e a capacidade de adaptação às condições do mercado”, afirma o presidente do Sistema Sicoob, Henrique Castilhano Villares.

Em consonância ao mercado, as transações por mobile e internet, apresentam-se em franca expansão, representando 64% do total de transações. Com o mobile, o avanço foi de 28%, e internet, 36%. Em 2012, estes canais concentravam apenas 29% das transações.

Outro destaque do período foi o crescimento da rede atendimento, presente em todos estados brasileiros, com crescimento de 6,4%, alcançando 2.486 pontos. Foram 149 novos de pontos de atendimento adicionados à rede Sicoob.

Em número de associados, o Sistema tem se mostrado atrativo, com aumento de 9,8%, somando 3,4 milhões de pessoas ao final do primeiro semestre.

Outro marco do primeiro semestre foi a adesão de uma nova Central em São Paulo, o Sicoob UniMais. A filiação faz parte das estratégias do Sicoob de consolidar sua posição de liderança no Cooperativismo Financeiro Nacional, além de ser baseado no plano de expansão e ganho de escala. Assim, com a união, a instituição somou 61 pontos de atendimento localizados nas mais diversas cidades do interior paulista, litoral e também grande São Paulo; R$ 1,3 bilhão de ativos totais; R$ 703 milhões de operação de crédito; R$ 1,1 bilhão de depósitos totais; R$ 191 milhões de patrimônio líquido; e 40 mil associados.

Com esses números, o Sistema alcança, neste semestre, R$ 70,1 bilhões em ativos, R$ 36,9 bilhões em operações de crédito, R$ 44,7 bilhões em depósitos (à vista e a prazo) e R$ 15,1 bilhões em patrimônio líquido. Além disso, o número de associados cresceu 11% e a rede de atendimento já chega a 2.548 pontos com a entrada da Central.

Cooperativas de crédito avançam

SÃO PAULO – Para reformar um imóvel e instalar seu novo empreendimento — um centro de cultura oriental, em São Paulo, dedicado ao ensino de arte marciais e idiomas, além de tratamento de acupuntura —, o empresario Rômulo Errico, de 35 anos, precisava de R$ 300 mil. Ao longo do ano passado, ele peregrinou por vários bancos e esbarrou em muita burocracia e obstáculos, por se tratar de uma empresa nova. Com as portas fechadas nos bancos, passou a procurar uma cooperativa de crédito. Pesquisou e conversou com amigos até encontrar uma instituição instalada na Avenida Paulista. Lá, apresentou seu plano de negócios e formalizou o pedido de empréstimo.

— O gerente fez questão de conhecer o prédio que eu queria reformar. Depois fez simulações para saber como eu poderia pagar as prestações, e até se o meu plano de negócios era viável. Foi um atendimento mais pessoal e humano mesmo. E consegui os recursos com uma taxa de juros de 2,6% ao mês, muito abaixo da praticada pelos bancos — diz Ericco, lembrando que o centro funciona desde outubro passado e já tem 100 alunos.

No ambiente atual de crédito escasso e com os bancos mais restritivos para fazer empréstimos, as cooperativas de crédito estão se tornando uma alternativa para empresas como as de Rocco, sem histórico de crédito, ou a pessoas físicas que buscam empréstimos, seja para tocar seus negócios ou desafogar o orçamento apertado.

Dados do Banco Central mostram que 8,7 milhões de brasileiros já são “cooperados” — clientes e ao mesmo tempo sócios dessas instituições. Contingente que dobrou nos últimos cinco anos, segundo o BC, que é responsável pela regulação e fiscalização das cooperativas.

O volume de recursos emprestados pelas cooperativas também cresceu quase três vezes em cinco anos: saltou de R$ 26 bilhões, em 2010, para R$ 73 bilhões no fim do ano passado. Com esse volume de empréstimos, juntas, as cooperativas de crédito do país já têm porte equivalente ao do sexto maior banco do país por saldo de carteira, segundo dados levantados pela consultoria Austin Ratings.

MAIS DE MIL INSTITUIÇÕES NO PAÍS

Neste ano, apenas, enquanto os bancos amargaram queda de 6,7% nas concessões de crédito no primeiro semestre, as cooperativas tiveram crescimento de 8,3% no mesmo período.

— Enquanto os bancos estão fechando a torneira do crédito, as cooperativas vão no sentido contrário. A proximidade com os cooperados traz mais confiança e facilita a análise de risco, já que ele torna-se sócio do negócio — explica Thiago Borba, coordenador de crédito da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Originalmente direcionadas ao crédito agrícola, hoje há no país cooperativas de médicos, empresários entre outras, uma vez que o Banco Central autorizou há alguns anos a livre admissão nessas instituições. Assim, qualquer trabalhador pode se tornar cooperado, mesmo que não pertença à categoria profissional representada. Para se tornar cooperado, é preciso um aporte de capital e o interessado tem de morar próximo da área de atuação da cooperativa.

— O brasileiro ainda desconhece as cooperativas, especialmente nos grandes centros urbanos onde o volume de depósitos ainda é muito pequeno — diz Borba, da OCB.

Atualmente, segundo a OCB, existem mais de mil cooperativas espalhadas pelo país, com cerca de 5,5 mil postos de atendimento. Muitas estão em municípios onde nem existe agência bancária. Como não têm fins lucrativos, as cooperativas podem emprestar a juros mais baixos do que os dos bancos.

O que explica a taxa de juros de 2,6% conseguida pelo empresário Rômulo Rocco. Nos bancos, a taxa média de empréstimos para pessoas jurídicas hoje está em 4,6%. A taxa de cadastro para iniciar relacionamento, por exemplo, custa em média R$ 5 nas cooperativas, enquanto nos bancos a média é de R$ 15.

— O dinheiro que emprestamos vem dos depósitos dos associados — diz Jaime Basso, presidente da Sicredi Vale do Piquiri, lembrando que os cooperados rateiam os ganhos obtidos na gestão financeira das operações, se o resultado for positivo. O ‘spread’ obtido nas operações serve para pagar os gastos operacionais da cooperativa, como estrutura, funcionários, tecnologia. O resultado líquido, após os custos, chamadas sobras, é que é distribuído aos cooperados.

Basso diz que o fato de os cooperados serem sócios do negócio torna a inadimplência baixa, sem revelar números. Nos bancos, a inadimplência vem crescendo desde o ano passado, com o aprofundamento da recessão e aumento do desemprego, e está atualmente em 3,5%.

O risco do cooperado é a empresa falir ou ter prejuízo, situação que exigirá a cobertura dos demais associados. Mas, nos últimos anos, não há registros de liquidações judiciais de cooperativas, de acordo com o BC.

O caso mais conhecido de quebra de uma dessas instituições foi o da Cooperativa Agrícola de Cotia (CAC) nos anos 90. Ela chegou a ser apontada como a maior “cooperativa do mundo”. Seu próprio gigantismo, apostas erradas em investimentos e a benevolência com sócios que não quitavam débitos levaram a CAC à falência, deixando um rastro de dívidas de mais de R$ 3 bilhões.

Para dar mais segurança aos cooperados, foi constituído o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito, que cobre até R$ 250 mil por recursos aplicados pelos cooperados em caso de quebra da instituição, assim como acontece com os bancos. De acordo com o Banco Central, as cooperativas também têm limites operacionais, com regras semelhantes as de Basiléia para os bancos. Além disso, informa o BC, para ser autorizada a operar, a cooperativa precisa da aprovação do plano de negócios, com viabilidade num horizonte de três anos, e “inexistência de restrições em relação aos administradores”.

— Elas são mais flexíveis para oferecer crédito, mas isso não significa que não exijam garantias do tomador. Além disso, muita gente não sabe que pode abrir conta, fazer seguros ou investimentos, como fundos ou poupança. Ou mesmo ter cartão de crédito nas próprias cooperativas, com taxas mais atraentes — diz Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor de pesquisas econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), lembrando que para pequenas empresas que têm muita dificuldade de obter recursos nos bancos, as cooperativas são uma opção interessante para obter empréstimos e até mesmo capital de giro.

PARTICIPAÇÃO NO SISTEMA FINANCEIRO É DE 3%

Rosimeire Marcondes, gerente financeira da Assurance IT, uma empresa de serviços de tecnologia, conta que foi buscar capital de giro numa cooperativa pelas condições mais vantajosas de juros. Como a empresa trabalha com muitos prestadores de serviços e precisa pagar os funcionários antes de receber dos clientes (que faturam o pagamento em até 90 dias) o caixa às vezes fica vulnerável. Desde 2014, já foram três empréstimos para capital de giro: de R$ 400 mil, R$ 1 milhão e R$ 1,8 milhão:

— Neste último, demos como garantia um imóvel. E a taxa de juros foi bem interessante, de 1,7% ao mês.

No mercado, segundo a Anefac, a taxa média de juros para capital de giro está em 2,6%.

Mesmo assim, Rosimeire ressalta que, até a liberação do dinheiro, o processo de análise de crédito foi bem criterioso e levou tempo.

Nos próximos anos, a expectativa é que as cooperativas ganhem mais participação no sistema financeiro. Hoje, elas representam apenas 3%. Até 2025, o desafio é atingir dois dígitos.

— Em países como a Alemanha, o total de ativos das cooperativas já representam 30% dos ativos do sistema financeiro. Na França, já chegam a 50% — diz Borba, da OCB.

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Fonte: O GLOBO – 25.8.2016